A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos de Blumenau, concluiu a investigação sobre o roubo ocorrido no dia 24/11/2025, por volta das 12h20min, em Blumenau. Na ocasião, três indivíduos adentraram no imóvel e, após renderem os moradores com uma arma de fogo, subtraíram telefones celulares e um veículo Audi A3, o qual foi recuperado logo em seguida. A ação ganhou repercussão na mídia local pelo fato da vítima, criador de conteúdo, estar realizando uma transmissão ao vivo no momento da ação criminosa.
Durante as investigações, foram identificadas sete pessoas envolvidas no crime. Além dos três autores que ingressaram no imóvel, a Polícia Civil descobriu quem planejou o crime e recrutou os executores, quem realizou o transporte e a fuga, o responsável pelo financiamento e ainda uma pessoa que auxiliou os criminosos após o delito.
Também foi constatado que a maioria dos envolvidos veio do litoral catarinense exclusivamente para praticar o crime em Blumenau. Todos possuem antecedentes criminais, sendo que, à época dos fatos, dois deles estavam foragidos e um usufruía do benefício da saída temporária. Um adolescente também participou da ação.
Na data de hoje (15/04), após representação da Autoridade Policial, foi dado cumprimento aos mandados expedidos em face de dois executores do crime, um deles adolescente, e da pessoa que arquitetou e recrutou agentes para o crime, restando apenas um executor foragido (não retornou da saída temporária).
Os mandados de prisão foram cumpridos nas cidades de Itajaí. Já o de internação ocorreu na cidade de Timbó Grande.
Com relação aos demais envolvidos, especialmente àqueles que tiveram participação indireta evidenciada (transporte, financiamento e apoio logístico) foram formalmente indiciados pela Polícia Civil, porém permanecem soltos, uma vez que o juízo indeferiu o pedido de prisão, por entender inadequadas e desproporcionais as medidas.
No mais, destaca-se que, ao contrário do que foi ventilado à época, principalmente por meio das redes sociais, o crime não foi simulado pela própria vítima como forma de ganhar engajamento na Internet. Comprovou-se que os criminosos realmente erraram o alvo, uma vez que, originalmente, pretendiam roubar o proprietário das quitinetes, que mora ao lado, e não a vítima.
O inquérito policial foi finalizado e remetido ao Ministério Público para providências cabíveis.
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