Polícia Civil deflagra operação contra esquema de estelionato e fraude na venda de carros de luxo

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Joinville, deflagrou na manhã desta terça-feira (09/06) a Operação “Falso Repasse”. O objetivo é desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas e estelionatos na negociação de veículos de alto valor.

Durante a ofensiva, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão no município de Chapecó, no Oeste do Estado. A ação contou com o apoio fundamental da Diretoria de Polícia da Fronteira (DIFRON), da 12ª Delegacia Regional de Polícia e de policiais civis vinculados ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça.

As investigações começaram após uma vítima residente em Joinville procurar a delegacia especializada relatando um prejuízo financeiro expressivo. Segundo o que foi apurado, os investigados utilizavam redes sociais e grupos de mensagens para divulgar falsas oportunidades de compras em “grupos de repasse” automotivo.

Em um dos casos, a vítima demonstrou interesse na aquisição de um carro elétrico de alto padrão, modelo BYD Seal, anunciado por um valor muito abaixo do mercado. Para dar aparência de legitimidade ao negócio, os estelionatários forneciam dados reais do veículo (como placa e chassi) e exigiam o pagamento de um laudo cautelar. Após a suposta aprovação da vistoria, o comprador realizou a transferência de aproximadamente R$ 200 mil para a conta indicada pelos criminosos.

Assim que recebiam o dinheiro, os integrantes do grupo passavam a inventar diversas desculpas para adiar a entrega do automóvel, alegando entraves burocráticos com a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV) ou atrasos no transporte por caminhões-cegonha vindos de outros estados.

A investigação da DIC de Joinville apontou que a associação criminosa possui histórico de golpes semelhantes aplicados em várias regiões do país, como São Paulo e Alagoas. O grupo utilizava contas bancárias de “passagem” em nome de terceiros e empresas de fachada para pulverizar, movimentar e ocultar os valores obtidos de forma ilícita.

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