Polícia Civil inaugura Sala Lilás em Paulo Lopes e chega a 48 estruturas de acolhimento no Estado

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) inaugurou oficialmente, nesta quarta-feira (10), a Sala-Lilás na Delegacia de Polícia do Município (DPMU) de Paulo Lopes. O espaço foi projetado especificamente para oferecer um atendimento humanizado, acolhedor e especializado a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e familiar, garantindo a privacidade necessária durante os procedimentos policiais.

A evolução reflete as diretrizes do Governo Jorginho Mello na área da segurança pública. No início da atual gestão, o estado contava com apenas 9 estruturas desse tipo em funcionamento. Com a inauguração em Paulo Lopes, a Polícia Civil chega à 48ª Sala-Lilás ativada, consolidando uma expansão do acolhimento especializado em todas as regiões.

A implementação da estrutura foi viabilizada por meio de recursos de convênios, em uma parceria com a Prefeitura Municipal de Paulo Lopes e com o apoio da Delegacia Regional de Polícia de Laguna, responsável pela doação do mobiliário.

Além do espaço de atendimento principal, a Sala-Lilás conta com uma brinquedoteca. O ambiente foi planejado para que os filhos menores que acompanham as vítimas tenham um local de acolhimento, apoio emocional e distração enquanto as mães realizam os procedimentos legais.

Durante a solenidade, o Delegado-Geral da PCSC, Dr. Marcelo Sampaio Nogueira, enfatizou o impacto profundo de um atendimento qualificado na vida das vítimas e na segurança pública.

“Uma mulher bem atendida e bem acolhida em uma situação de violência — qualquer que seja ela, inclusive a violência verbal — tem a tendência de não sofrer violência novamente. E mais: a tendência é que ela também sirva para tirar outras mulheres do ciclo de violência”, apontou o Delegado-Geral.

O Dr. Marcelo Sampaio Nogueira também fez um direcionamento claro às equipes policiais sobre a sensibilidade necessária para atuar no novo espaço, ressaltando o esforço e a vulnerabilidade das mulheres ao buscar ajuda.

“Cada mulher que ingressar aqui, por qualquer tipo de violência que seja, exige de nós, sobretudo, empatia. Esse é o primeiro requisito. E é exatamente o que a Sala Lilás vai entregar às mulheres: cordialidade, bom atendimento e humanização.”

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