Polícia Civil realiza maior apreensão de criptomoedas autocustodiadas da história da PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos da Capital (DCE/Capital), cumpriu, nesta quarta-feira (17/06), mandados de busca e apreensão e medidas patrimoniais contra um casal investigado pelo desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense.

Durante a operação, realizada com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI/DEIC), os policiais conseguiram localizar e apreender diversas criptomoedas autocustodiadas vinculadas aos investigados, resultando na maior apreensão de criptoativos autocustodiados já realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina – aproximadamente 72 mil dólares. A identificação, rastreamento e localização dos ativos digitais contaram com o suporte da Chainalysis, por meio das plataformas Reactor e Wallet Scan.

A investigação teve início há cerca de três meses e apura o desvio sistemático de recursos praticado, em tese, por um dos sócios da empresa vítima. Até o momento, foi identificado que aproximadamente R$ 9 milhões foram transferidos para uma empresa vinculada à esposa do investigado.

As apurações indicam que os desvios ocorreram ao longo de vários anos. Segundo os elementos reunidos até o momento, os valores eram inicialmente direcionados para a empresa registrada em nome da esposa e, posteriormente, transferidos para contas vinculadas ao próprio investigado, em uma dinâmica que buscava ocultar a origem dos recursos.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis. Além da apreensão dos ativos digitais, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados e da empresa utilizada no esquema, até o limite de R$ 9 milhões.

Também foram decretados a indisponibilidade de imóveis, o sequestro de bens de luxo — incluindo joias, relógios e artigos de grife —, bem como medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a retenção dos passaportes dos investigados e o afastamento cautelar do sócio da administração da empresa.

A apreensão de criptomoedas autocustodiadas demonstra a evolução das técnicas investigativas voltadas ao rastreamento e à recuperação de ativos digitais, cada vez mais utilizados em esquemas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.

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