Na última quarta-feira (14/01), a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça (DPCO), realizou a prisão de um casal responsável pela aplicação de diversos golpes relacionados à venda fraudulenta de supostas cartas de consórcio contempladas, causando prejuízo que ultrapassa R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais).
O homem, de 30 anos, se apresentava às vítimas como “OTTO”. Ambos possuíam mandados de prisão ativos e haviam se evadido para o Estado de São Paulo com o objetivo de dificultar a ação policial.
Após o avanço das investigações, a equipe da DPCO logrou êxito em localizar e prender os investigados na região central da capital paulista, próximo à Praça da Sé, na localidade conhecida como Glicério, que é dominada por uma facção criminosa paulista.
No dia 16 de dezembro de 2025, a Polícia Civil de Palhoça já havia cumprido mandados de busca e apreensão relacionados à investigação, ocasião em que foram apreendidos pouco mais de R$ 83.000,00 (oitenta e três mil reais) em espécie, além de uma maleta de pistola, munições e outros objetos de interesse para a apuração dos fatos.
Já no dia 14 de janeiro de 2026, durante a prisão dos investigados no Estado de São Paulo, foram apreendidos cerca de R$ 6.000,00 (seis mil reais) em espécie. Além disso, a investigada, de 28 anos, portava uma arma de fogo do tipo pistola, com numeração suprimida, bem como munições, motivo pelo qual também foi lavrado auto de prisão em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O golpe consistia na oferta de uma suposta carta de consórcio contemplada, por meio da qual os investigados induziam as vítimas, mediante falsas promessas, a acreditar que poderiam adquirir bens de forma rápida e facilitada. Convencidas, as vítimas realizavam pagamentos iniciais sob a justificativa de “parcela de entrada”, “taxa administrativa”, dentre outras. Contudo, após o prazo prometido para a liberação do crédito, o bem não era entregue e os valores pagos não eram restituídos, configurando o prejuízo financeiro. Ainda, com todos os dados das vítimas, abriam contas bancárias, financiavam veículos, compravam eletrodomésticos e telefones de última geração para, posteriormente, vendê-los.
Os investigados foram encaminhados à 8ª Delegacia de Polícia da Capital do Estado de São Paulo, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado de São Paulo.
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